O meu ex


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Tive muitos prazeres na companhia desse meu já saudoso parceiro. Não há nada melhor do que um Uno Mille para trazer certas alegrias para a vida da gente. Por exemplo: ele, e só ele é capaz de afastar, discreta e espontaneamente, os pedintes de semáforo. Sim, pois como se não bastasse ser um modesto Uno Mille, o meu ainda por cima o meu era básico, espartano e sem conforto. Pior, tinha somente duas portas e era branco, o pobre infeliz.
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O carro com duas portas caiu em desgraça, já há algum tempo. Ninguém mais quer. Hoje em dia trata-se de um excluído, um desprezado. E ser branco é um problema enorme, se você é um carro. Um carro branco sofre preconceitos parecidos com os que sofre um cidadão negro. Preconceitos velados. Segregação!
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Vivemos num país em que se valoriza mais carro do que filho. Filho? Jogam no córrego, no lixo, da janela do apartamento, enchem de porrada, dão tiros, estrangulam, queimam vivos... Carro, não. Carro é coisa sagrada. Batizam o carro, benzem o documento do carro em Aparecida, esterilizam o carro, limpam cantinhos do carro com cotonetes, lustram os pneus do carro, põem cheirinho de tutti-frutti no carro...
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O carro é um transportador de almas e de orgulhos. Segundo os psicólogos, usa-se o carro para compensar falhas emocionais e complexos de inferioridade. Não é o homem que está ali dentro, é seu espírito, seu alter ego. As pessoas têm até uma cara própria que só usam dentro do carro. Já reparou? É uma cara meio neutra, meio nem-te-ligo, ligeiramente altiva, superior. Metem uns óculos escuros naquela cara-de-carro e saem por aí, como artistas de um mundo próprio, onírico, quase esquizofrênico. O corpo também participa, junto com a cara. Posicionam o braço de devida maneira, jogam um ombro prá lá, a franja prá cá, miram o infinito com olhar de galã e fingem que nada é com eles, que nem se importam com os olhares dos outros.
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Carro para o brasileiro é símbolo de status, demonstração externa de sua pretensa riqueza. O cidadão remediado (que não tem nem um gato pra puxar pelo rabo) compra um carrão caríssimo para aparentar sucesso. A maioria está enfrentando um carnê com 84 parcelas a uma taxa de juros maior do que a das Casas Bahia, que fará o veículo custar quatro vezes mais ao final dos sete anos, ocasião em que ele (o carro) já será uma carroça velha, desvalorizada e fora de moda (e o dono também, se já não tiver enfartado).
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O indivíduo chega ao cúmulo de mandar o serralheiro fazer uma barriga no portão da garagem, só para caber o carrão que comprou, que é maior que a casa do cunhado, onde, aliás, ele aluga os fundos. Mas dane-se! Dane-se o que eu acho. Dane-se a mulher dele, o leitinho das crianças... Dane-se você aí, inclusive, que tem opiniões a respeito disso. Dane-se o futuro. Dane-se tudo. Antes, o carro. Ford explica.
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Mas voltemos ao meu modesto carrinho de outrora, o verdadeiro assunto desta crônica.
Veja você o caso dos pedintes. Concluí que não se fazem mais pedintes como antigamente. Imagine que fomos (meu Uninho e eu) sistematicamente evitados por esses profissionais. E não me refiro só os pedintes clássicos, aqueles que só pedem e não oferecem nada em troca. Não. Inclua aí os garotos do rodinho, os vendedores de balas, de panos diversos, de acessórios para celular, os cadeirantes do basquete, os velhinhos da receita médica, os malabaristas, as grávidas de criança a tiracolo, o pessoal do vamos-ao-teatro, os palhaços desempregados e toda sorte de gente que ganha a vida ali, no intervalo entre o vermelho e o verde.
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Houve um dia em que eu me invoquei. Era uma velhinha, curvadinha, com um xale sobre os ombros, que vinha de carro em carro pedindo esmola. Trazia na mão seu pote de margarina vazio. Não pulava um único veículo. De repente, quando viu a gente, passou batida e foi pedir lá pro carro detrás. Indignado, buzinei e chamei-a: “Ei, minha senhora!”. Ela veio, vergadinha e desconfiada, olhando-me de lado, acho que suspeitando de que eu ia lhe pedir um trocado. Se surpreendeu com a nota que pus na sua caixinha de margarina. Até o agradecimento foi mais efusivo do que o normal: “Que Deus lhe dê em dobro, meu filho!”. Achei até que iria completar a frase com “...que você tá mesmo é necessitado!”, mas não chegou a tanto.
Nem o pessoal dos panfletos de imóveis vem à sua janela. Certa vez, após ser ignorado, abri o vidro e gritei: “Moça, façavor de me trazer um papel desses aqui! Tá pensando que eu não tenho grana pra comprar esse duplex? Pago a vista!".
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Sinceramente, nem com meu fusquinha 1980 eu sofria tanta discriminação. E isso tudo deixa você com uma sensação de rejeição danada. Haja auto-estima positiva para equlibrar tanto desprezo!
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Coisa boa de pilotar Uninho é que ladrão não cresce os olhos. Acha que você é um pobretão batalhador e que, além de não merecer ser assaltado (alguém merece?), também não deve ter lá muito a oferecer. Chegavam até a cumprimentar a gente: “Fala ae, meu bródi!”. De qualquer maneira, eu já tinha a resposta na ponta da língua, caso sentisse, de surpresa, um cano encostado nas costelas. Diria simplesmente: “Ô, parceiro, pode levar que esse é da frota do patrão, que tem uns duzentos iguais e não conhece o sofrimento da gente!”.
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O quê, amigo? Moça bonita? Sem chances. Moça bonita que se preze não espia pra dentro de Uninho. Se espiar, desconfie.
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Vou ilustrar com um caso que me aconteceu. Havia uma mocinha dirigindo ao meu lado numa avenida, com a porta mal fechada. Tive a certeza de que numa próxima curva a porta abriria e ejetaria a mocinha no asfalto. Buzinei e gesticulei. Imagino que ela ameaçou espiar com o rabo do olho, mas quando viu a pontinha branca do capô do Uninho, desistiu. E eu, que estava ingênuo na situação, buzinei mais um monte de vezes, achando que ela não tinha ouvido. Foi-se embora de porta aberta mesmo, só pra não dar corda pra dono de Uninho branco. Numa dessas morre, vitimada pelo próprio orgulho.
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Éramos parados em todos os comandos que encontrávamos. Todos. E de maneira bem diferente de que quando param um carro de bacana. Mais ou menos assim: “Vamô descendo, rapá! Vamô descendo, devagarzinho com as mão pra cima!”. Muito diferente do: “Documento e habilitação, por favor, caro senhor munícipe!”, que ouvem os donos de veículos mais nobres.
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Numa dessas blitz, o guarda olhou desconfiado para minha habilitação e para minhas tatuagens (assunto que, aliás, merece uma crônica a parte) e me perguntou: “Cê tem passagem?”. É assim mesmo, minha gente. Quem tem Uninho, básico-espartano-sem-conforto-duas-míseras-portas-e-ainda-por-cima-branco (e tatuagens), em vez de senhor, é tratado por “cê” e tido como marginal, até que consiga provar o contrário.
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A primeira vez em que minha mulher e eu fomos levar nossa filha ao pediatra, também foi triste (ou cômico). A clínica é bem chique, na Av. República do Líbano, atrás do Parque do Ibirapuera. Ali só chega carrão. É só um Tucson, uma cabine dupla Toyota ou um daqueles Audis gigantes encostarem, que um manobrista uniformizado salta de trás da mesinha e chega correndo, todo solícito, abrindo as portas e tratando os ocupantes como sultões.
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Então, nesse dia chegamos em nosso Uninho, encostamos junto ao guarda-sol e esperamos. Nenhum dos dois rapazes atrás da mesinha se mobilizou. Ficaram apenas nos olhando, sem entender, pareciam comentar algo entre si. Imaginei que estivessem dizendo: “Será que o carro do cara deu problema?”. De repente um se aproximou:
- Algum galho aí, amizade?
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- Galho nenhum. Só preciso que você estacione meu carro; minha filha tem consulta e já estamos em cima da hora.
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O rapazinho embranqueceu. Já foi abrindo a porta para a Vanessa e me diplomando:
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- Ô, doutor! O senhor me desculpa, eu tou tão distraído!
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Pouco antes de trocar meu fiel companheiro, ocorreu um último e revoltante evento, fruto do mais puro apartheid automobilístico.
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Era um sábado, início de noite, e eu voltava para casa. Quando fui chegando ao portão da garagem do prédio, havia um carro à minha frente aguardando para entrar. O portão ia abrindo, certamente acionado pelo vizinho em questão. Aguardei para aproveitar a carona.
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Assim que abriu, o cara avançou, mas logo freou, estranhamente. Fui obrigado a parar também, e fiquei numa perigosa posição: sobre o trilho. E o diabo do sujeito nada de andar! Peguei o meu controle remoto no console e deixei o polegar sobre o botãozinho, para o caso do portão começar a fechar (a abertura são os moradores que comandam, mas o fechamento é automático), assim eu poderia interrompê-lo antes de levar uma portãozada bem no meio do Uninho.
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Ficamos ali parados por quase um minuto. Eu já ia descer para ajudar, como convém a um bom vizinho, mas foi aí que chegou um outro carro atrás de mim, buzinou e, pasme, a mula lá na frente desempacou. Descemos os três em comboio, garagem abaixo. “O que pretendia esse cara?” - fiquei perguntando a mim mesmo. Logo eu saberia.
Estacionei perto do elevador que dá acesso ao meu apartamento, saí do carro e fiquei aguardando minha mulher descer para irmos ao supermercado. De repente, surpresa. O carro que tinha empacado na minha frente parou do meu lado e dele saltou uma mulher de cara amarrada. Marchou pro meu lado, parou na minha frente e me olhou feio. Seus olhos escorregaram de mim para meu Uninho, depois voltaram pra mim. Me senti escaneado, de cima a baixo. Enfim, perguntou, com energia militar:
- Você mora aqui?
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Num instante entendi tudo o que tinha acontecido. O amigo que me lê já sacou, né?
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(Parênteses: antes que alguém aí diga que bloquear carro que quer aproveitar carona de portão é normal, que cada um deve abrir para si, por uma questão de segurança etc., já vou logo adiantando que isso pode até fazer sentido, mas no meu prédio já é coisa comum, há anos, o primeiro abrir e os demais aproveitarem a lambuja. Nunca vi ou soube de ninguém que bloqueou alguém. Continuemos.)
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- Moro – respondi.
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Acredite se quiser, mas ela enfiou a mão na bolsa, tirou caderninho e caneta e anotou a placa do Uno, na minha cara. Me senti um lixo humano, um intruso no meu próprio prédio, onde moro há mais de oito anos - certamente antes dela, de quem eu nunca havia visto a cara.
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- Qual seu apartamento e sua vaga?
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A inquisição continuava. A peste parecia uma oficial de justiça, postada ali em pé, com a bolsa dependurada no ombro, aqueles olhos agudos, duros. Um freezer humano, enfim. Acho que se fosse um homem, eu era capaz de ter lhe dado uns sopapos, só pra quebrar o gelo.
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Pois bem, amigos. Apesar de ser eu o dono de um modesto Uno Mille, básico-espartano-sem-conforto-duas-míseras-portas-e-ainda-por-cima-branco, o cronista que escreve estas tortuosas estudou um pouco e sabe se defender. Passei pro ataque que, como sabemos, é a melhor defesa.
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- Um momento, por favor. A senhora é o quê, aqui?
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- Sou moradora!
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- Além de moradora, a senhora tem algum tipo de cargo no condomínio ou procuração que lhe permita abordar as pessoas dessa forma rude em plena garagem, nas noites de sábado?
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Depois desse chega-pra-lá a fera amansou, baixou a caneta e assumiu um ar mais gentil, como se tudo fosse mera curiosidade.
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- Não, mas eu só queria saber se...
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Por um instante imaginei que tipo de ditadora cruel deveria ser aquela mulher, visto que nem me conhecia e já me tratava com aquela atitude higiênica, fruto de evidente preconceito. O que ela não deverá fazer com os menos instruídos, indefesos, que não sabem se proteger, pensei. Pobres dos entregadores, funcionários da limpeza, vigias, porteiros, subordinados no trabalho, uma possível emprega doméstica (oh, coitada!).
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De repente, ali, na garagem do meu prédio, nos transformávamos, eu e o senhor Little White Mille, vulgo Uninho branco, meu fiel escudeiro, em: Dom Quixote e Sancho Pança! Agora estávamos convocados para lutar por toda uma classe de humilhados!
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Mas o que fazer? Denunciá-la por preconceito social? Assédio moral? Relatar o caso no livro de ocorrências na portaria? De que adiantaria isso?
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Foi então que, lembrando do policial que achou que eu pudesse ter passagem, das minhas tatuagens suspeitas, e da minha cara de mau, que muita gente garante que tenho, me veio a ideia.
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Aproximei-me da bruxa. Pus a mão em seu ombro e falei baixinho, olhando bem nos seus olhos azuis de balzaquiana malvada.
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- Eu estou aqui a trabalho, mas é melhor para a senhora não querer saber de nada...
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- Ahn, a...tra-trabalho?
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- Sim, sou da equipe de averiguação.
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- O senhor é de uma firma, então?
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- Podemos dizer que sim. Fui encarregado de saber em quais unidades deste condomínio estão as melhores oportunidades.
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- ...?!
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- Já que insiste, vou explicar: Somos, eu e meus comparsas, especialistas em assaltar prédios mixurucos, de gente remediada e esnobe. Sabe como é, assim não chamamos muito a atenção.
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Acho que tenho mesmo pinta de meliante, pois a mulher estremeceu e nem percebeu que se tratava de puro sarcasmo. Sua boca abriu, trêmula, mas não produziu som. O sangue fugiu-lhe da face. Baixei ainda mais o tom de voz e prossegui, ao pé do seu ouvido:
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- Não se exalte, o assalto não será hoje. Será numa madrugada da próxima semana, enquanto todos estiverem dormindo. Chegaremos em vinte unos brancos como este aqui; cem homens encapuzados e fortemente armados.
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- ...
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- A propósito, qual seu apartamento? Esse carro aí é seu?
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Pois é, amigos... Dizem que a sabedoria da vingança está em cometê-la sem perder a esportiva. É, aquele meu Uninho deixará mesmo muitas saudades!
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Cesar Cruz
Setembro 09
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12 comentários:

cristinasiqueira disse...

Oi Hilário.Engraçado a cada parada.

Até mais,

Cris

Efigênia Coutinho disse...

CESAR CRUZ

ADOREI O SEU EX,
EU TAMBÉM TIVE UM,
E ADORAVA ,
EFIGENIA COUTINHO

Dalinha Catunda disse...

Olá Cesar,
Me destrai passeando nos lugares por onde pasou seu EX, guiada por suas palavras.

Bem interessante seu texto e seu olhar sobre o assunto.

Um abraço,
Dalinha

Anônimo disse...

Cesar,

Me identifiquei com essa crônica! Também já fui o infeliz proprietário de um “Little White Mille”, que apesar de ser melhor do que o “One Four Seven”, também é uma boa droga! O meu na verdade era um “Little blue Mille”, um pouco menos mal do que a versão “white”. Mas sei bem o que é ser tratado como entregador, funcionário de firma telefônica, pobre, etc e até ladrão!
Parabéns pela crônica, que com humor mostra o lado segregacionista que as pessoas tem. Ah, se carrão fosse símbolo de riqueza! Que engano!

abraço
Daniel - Vila Mariana

Anônimo disse...

Hahahaha!
ÓTIMO texto mesmo!
Adorei!

Mas e agora, tá de Tucson ? hahaha

Beijão
MARA

Anônimo disse...

Adorei essa crônica, estamos vivendo numa época que somos julgados por nossos "bens materias" e não por nossos valores morais.
Beijos
Dri

Marcela - Yeah disse...

Dessa vez não vou fazer nenhum comentário porque não falo com quem tem (ou teve) Uno branco.
Beijos, Yeah.

Anônimo disse...

Essa tua saga com o uninho white é mesmo impagável. Ri a beça aqui no jornal. acho que o pessoal achou que fiquei louca!
Sua filha tá linda demais dormindo na foto! amei!

bj
Silvia

Tais Luso de Carvalho disse...

rsrsrs, Cesar, tá muito boa!! As gírias que usas... Uma maneira de contar que a gente fica imaginando todas as cenas... E fui concordando e pensando que é isso mesmo o que acontece.

A coisa chega a ser hilária. A conversa na garagem, o pediatra da tua filha, a velhinha na sinaleira...rsrs

Mas eu fiquei gostando do Uninho, pobrezinho do carango.

bjs
tais luso

Pedro Luso de Carvalho disse...

Cesar, essa tua crônica está mesmo muito engraçada. Tudo o que aparece na crônica sobre a descriminação do carrinho, está muito bom.

Também gostei das abordagens feitas sobre o motorista, neste trecho:

" O carro é um transportador de almas e de orgulhos. Segundo os psicólogos, usa-se o carro para compensar falhas emocionais, complexos de inferioridade... Não é o homem que está ali dentro, é seu espírito, seu alter ego! As pessoas têm até uma cara própria que só usam dentro do carro. Já reparou? É uma cara meio neutra, meio nem-te-ligo, ligeiramente altiva, superior. Metem uns óculos escuros naquela cara-de-carro e saem por aí, como artistas de um mundo próprio, onírico, quase esquizofrênico. O corpo também participa, junto com a cara. Posicionam o braço de devida maneira, jogam um ombro prá lá, a franja prá cá, miram o infinito com olhar de galã e fingem que nada é com eles, que nem se importam com os olhares dos outros".

Um abraço.

Anônimo disse...

"chegaremos em vinte unos brancos....", imagina a cena né? com certeza cem metros a frente estará todo o efetivo da tropa de choque e metade do pelotão do exército do estado, é arriscado heim cuidado....
só pra consolo, se é que serve, esses dias roubaram o "uninho" da conhecida da minha namorada, não sei se esses detalhes contam, mas ele era novinho, e desculpe-me, não sei a cor (irei perguntá-la). Agora falando um pouco mais sério Cesar (pô vc não tem apelido não?), é de fato surpreendente, tem gente que deixa de comer mesmo para ter um suposto carrão e quando o vizinho troca o dele por um melhor é capaz de deixar até de pagar as contas "para acompanhar", e pra finalizar, já tive muitos ex´s, o problema hoje é ficar dependendo da mulher dos outros...

xara
ipiranga - abcs.

Silvana Nunes .'. disse...

Excelente espaço para reflexão. Gostei muito.
Saudações Florestais !