Dilma e o Alien






Artigo publicado no portal Mundo Mundano.
Acesse o meu menu a partir da foto.
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Meu caro E.,

Você censurou o comentário sobre a Dilma que postei em seu blogue semana passada. Sinceramente, não compreendi por quê, já que vivemos numa democracia, e já que você sempre me pareceu ser um legítimo representante dela. Para que não houvesse dúvidas, indaguei-o por email a respeito, mas não obtive resposta. Preferi, mesmo assim, continuar achando que por algum motivo meu texto não chegou a você... 

Amigo E., o fato é que pessoalmente acho que há nessa mulher, a Dilma, algo de muito falso, algo que faz com que sua imagem se projete como uma deformação da realidade, uma espécie de ser do Universo Paralelo. Me faz lembrar aqueles espelhos de parques de diversões da nossa infância.

Existe alguma coisa intangível na Dilma (pelo menos para mim) que a faz parecer uma versão-rascunho dela mesma, uma espécie de cópia grotesca, talhada a machado, sem acabamento. Mas existirá uma versão original? Será o Lula o original desta cópia? Se ao menos pudéssemos nos alegrar com sua candidatura e dizer "Vivas, teremos uma mulher pela primeira vez na presidência!". Nem essa, que seria uma alvissareira novidade, poderemos vislumbrar como fagulha de esperança, pois, desgraçadamente, a Dilma não parece ter nenhuma das boas características femininas que seriam tão bem-vindas na presidência da república: bom-senso, parcimônia, sensibilidade, sutileza, delicadeza... Ao contrário, ela soa como um ser embrutecido, deselegante, grosseiro; absolutamente inadequada para o cargo que se propõe a assumir. Um rinoceronte que dança balé.

Agora que o processo eleitoral de fato começou, os marqueteiros, contratados a peso de ouro, passaram um zarcão naquela cara de pau, inventaram para ela um visual senhora-de-família e moldaram um sorriso estereotipado naqueles lábios duros, severos, ressequidos por uma espécie de mágoa inventada. Parece, inclusive, que a proibiram de mostrar dedos e mandar as pessoas calarem a boca.

Contudo, apesar de toda a nova arquitetura a qual foi submetida, ainda se faz evidente, mesmo a um observador que chegasse aqui, agora, que por debaixo de toda a massa corrida, por detrás daquela iluminação calculada, existe algo de muito diferente do que se vê na superfície, algo aprisionado sob a pele da sorridente candidata. Há ali dentro, imagino eu, um ser rústico, disforme, bruto, um Alien cabeceando violentamente, louco para sair.

Tenho medo. Sinceramente tenho medo de que, se essa suave senhora de tailleur for eleita, aquele monstro horrendo que vive dentro dela, recoberto por uma gosma espessa e cheio de dentes pontudos, exploda com o invólucro de borracha que o aprisiona e salte para fora, um quadrúpede repugnante, soltando guinchos agudos do mais puro ódio, pronto para nos devorar.


abraços,
Cesar Cruz
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Em tempo: o amigo E., Emerson Araújo, a quem me dirigi nesta carta, não só respondeu ao meu texto acima, como também postou o meu em seu blogue. Ideologias à parte, somos bons amigos. E ele, como eu sempre soube, é mesmo um democrata.

Da minha parte só desejo que sua candidata extraterrestre não ganhe.


Acessem o: Blogue do Emerson e vejam a sua resposta à minha carta.
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15 comentários:

Cacá disse...

César, é verdade (na minha opinião) que a maioria esmagadora que está dando pontos nas pesquisas para a Dilma são eleitores do Lula. Ela , por si mesma, jamais atingiria tal patamar. Então creio que as pessoas estão dando um voto de confiança, digamos, a um governo que , na ótica deles está saindo bem. E isso, para os mais pobres da nossa população é uma verdade, afinal o que tem-se levado em conta hoje em dia em termos de cidadania é a capacidade de consumo e isso tem se elevado. O sistema político institucional está tão intimamente ligado com a economia que qualquer presidente que lá estiver não se arriscaria a aventuras fora de "contexto". É mais ou menos como o sistema americano. O poder econômico ancorado na mídia governa por si só. É uma opinião de um velho ex-militante apenas. Meu abraço. paz e bem.

Gabriel Fernandes disse...

Parabéns, Cesar. Essa é uma personagem Kafkaniana ao contrário: uma aparentemente inofensiva barata que se transformará em um monstro pior que nos piores pesadelos.
Cacá, não se iluda. Os sinais da "peste" estão no ar, nas ruas, na imprensa, mas as pessoas se negam a perceber. Talvez demore ainda algum tempoi, mas a dieção é esta: a intenção de transformar o Brasil numa república sindicalista, socialista (o que quer que isso signifique), populista ou indianista como Venezuela, Bolívia, Peru, México, Equador etc. Não são poucos os exemplos.
Abraço,
Gabriel

Ângela disse...

Não deixei comentário no seu blog por estar em recesso nesses dias, mas não resisti e quero prestar-lhe minha concordância com o que lá escreveu.

Desde os tempos do plano Collor que tenho por hábito tirar o som da TV quando quero observar um político.
Quando a Zelia foi anunciar seu plano por acaso eu estava com a TV ligada e sem som (minha filha era pequena, acho que por isso) e quando olhei sua expressão pensei:
"Estamos ferrados". Daí para cá tiro o som e observo e as surpresas são muitas. Faça isso e vai ver o olhar duro e frio que esta senhora tem. É de arrepiar.

Abraços
Angela

Dalinha Catunda disse...

Olá Cesar,

Parabéns por abordar de peito aberto um assunto que incomoda a tantos, mas ninguém tem coragem de abordar.

A Dilma hoje é subordinada ao Lula e certamente receberá os votos angariados por ele. Meu medo maior, é que, Dilma não tem cara de quem continuará sendo mandada, com as rédeas do poder nas mãos, sabe-se lá o que acontecerá com esse nosso pais.

Dilma é uma mulher impenetrável. Não tem meiguice, não tem ar de mãe, um sorriso forjado aporta nas horas necessárias em seus lábios. Um discurso bem estudado não lhe falta na hora certa. Mas com o gênio que tem e foi amplamente mostrado antes da campanha poderá perder as estribeiras mostrando-se como de fato é.

O que sei é que o povo está sendo tangido feito boiada para onde o presidente quer. Fazer o que? É o povo, é o pão e é o circo, e nós uns poucos palhaços revoltados.

Um abraço,
Dalinha

Pedro Luso de Carvalho disse...

Cesar,

A sua crônica sobre a senhora Dilma, candidata à presidência da República pelo PT, não merece nenhum reparo, no meu entender. Está escrita com maestria. A análise feita é inteligente e diz bem que se deve, tal análise, também, à sensibilidade de quem está acostumado a ver o que está no âmago das pessoas, e que, por isso, não se deixa iludir pela falsa aparência.

Sua crônica mostra-nos que a biotipologia também contribuiu para que a sua análise, feita sobre a candidata, expurgasse quaisquer possibilidades de deixar que a 'elegância' do seu trajar, que a plástica que suavizou o seu rosto (não as cordas vocais) tivessem o condão de esconder o seu verdadeiro caráter. Parabéns, Cesar.

Grande abraço,
Pedro.

Silvio Camargo disse...

Parabéns... essa foi no alvo

Abraços

Edson Duarte disse...

Cruz, apenas para registrar, não é preciso acrescentar nada a sua exposição do que nos passa, mesmo que involuntariamente, a Sra Dilma. Precisamos de sinceridade. até mesmo inocencia. Mas não de mascaras, não de mascaras...

Chego a pensar que, o que vemos hoje, é uma reprodução barata de " A Experiência".

Forte Abraço!

Marcos Ponsi disse...

Meu caro Cesinha,

Como admirador não só de seu blogue, como de sua pessoa, sugiro não perder seu precioso tempo literário com este naipe de pessoas, que defendem com unhas e dentes o indefensável e ainda utilizam-se de bairrismos para fortalecerem suas ilusórias convicções. Muitos fanáticos por Lula de outrora, hoje se envergonham... vamos ter que esperar (e suportar) alguns anos mais. Se tiver a oportunidade, leia o artigo do Diogo Mainardi na Veja desta semana...

Em tempo, não menos importante, parabéns pela marca dos 40 que atinge hoje!!! Um abraço deste paulista trabalhador.

Tais Luso disse...

Oi, Cesar, esta tua crônica tem um conteúdo muito sério, mas que dá pra rir, pela forma e conteúdo pra lá de explicado, ah dá! Tudo muito certinho, a análise perfeita. Na mosca!
Vamos ver no que vai dar isso tudo. A moça lá é de ferro, e aí é que mora o perigo. Não preciso dizer mais nada, vi os comentários e está tudo dito. Como está visto, também, não?? Bá, não ficou pedra sobre pedra...

beijo.

MENEZES disse...

Prezado Cesar, longe de querer ser mais um arauto do apocalipse, também não vislumbro um futuro confortável para os seres pensantes! Embora dar de mim bem mais quiséra, é desanimador e ao mesmo tempo desafiador continuar lutando por um Brasil mais ético e com oportunidades iguais para todos. Muito embora esta oportunida tenha sido dada a nosso atual presidente, infelizmente ele descambou para o lado negro da força! Grande abraço!

Alessandro Franco disse...

ahahahahha
adorei sua descrição de Dilma! Exata!

Abç
Alessandro

M. Sueli Gallacci disse...

Cesar, nunca li uma descrição tão perfeita da dita cuja!

É ela cuspida e escarrada, essa maldita dissimulada. Só não consegui rir, pois é caso de muito choro e ranger de dentes.

Parabéns pela ampla visão da "coisa"

Bjo Gde.

Deva disse...

Amigo Cesar,


À parte da rudeza da ‘nobre candidata’ querendo aflorar, temos uma criaturinha muito mais grotesca, a meu ver, implorando para virar presidente.

Aquela careca cabeça descomunal (entenda bem, não tenho nada contra os carecas...rs), mas convenhamos que aquela testa colossal combinada ao seu corpinho aparentemente frágil e olhos esbugalhados transmitem a imagem de um serzinho rastejante e maquiavélico, que se esgueira pelas brechas que encontra à procura do poder.

Não consigo tirar a imagem do Mr. Burns dos Simpsons da cabeça ao vê-lo. Engraçado que percebi a semelhança assistindo o horário eleitoral, depois descobri que não fui só eu que notei.

Não consigo identificar qual dos dois é a caricatura.

Mr. Burns, com seus 192 anos, intolerante a germes (considera que os mais pobres são cheios deles), cruel com seus subordinados, indiferente aos anseios da população da pequena Springfield. Um velho asqueroso e ávido pelo controle absoluto de tudo e todos.

A semelhança de aspecto, ao menos, é gritante. Tem algo de diabólico e ridículo no José Serra, algo absurdo demais para ser levado a sério.

Não entendi o porquê do Serra montar uma favela cenográfica para sua propaganda eleitoral, por exemplo. Como se o Brasil não estivesse cheio delas, prontinhas para serem mostradas, repletas de seus problemas. Talvez não quisesse se contaminar, vai saber. Não ficaria bem aparecer de luva cirúrgica e máscara na campanha.

Por esses dias o candidato mostrou outro lado pouco conhecido. O de ‘velho babão’, ao dar em cima da Mônica Iozzi, humorista do CQC. Ficou feio para o lado dele. Fala sério, vai Zezinho!

E como soa falsa essa história de querer ser chamado de Zé. Sua assessoria quis dar-lhe um ar mais simpático. ‘Sou do povo, assim como o Lula’. Essa nem minha vó engoliu!

Feio mesmo é usar mandatos como degrau e abandoná-los pela metade.

Entre a Senhorinha que guarda o Hulk dentro de si e o Mr. Burns, fico confusa, confesso. Ainda tem aquele cara da bomba atômica...

Isso sim é que é democracia!



Abraço

Deva

Denise de Carvalho disse...

Incrível Cesar! Concordo plenamente com as características dadas a nossa infelizmente atual Presidente. Só espero que ela não use o sapato enorme dela em nossos traseiros. boa noite!

Anônimo disse...

Insisto, a culpa ainda é do povo, é o reflexo do povo... se quisermos muda, melhora ou piora.
xara